DNA forense aplicado na identificação de vítimas de crimes em Pernambuco, Brasil

M.H.F. Ekert, N.C.L. Oliveira, C.A. de Souza, S.M. Santos, D.B.G. Martins, J.L.L. Filho

Resumo


Introdução: A identificação humana por DNA é atualmente considerada crucial para a resolução de situações envolvendo matéria penal, bem como aquelas relacionados à paternidade e continua revolucionando as áreas jurídicas e penais. As principais regiões polimórficas de DNA usados na rotina forense são os STRs (Short Tandem Repeats) presentes nos cromossomos autossômicos. Objetivo: Este estudo teve como objetivo identificar o perfil das vítimas afetadas por vários tipos de crimes ocorridos em Pernambuco. Materiais e Métodos: O Laboratório de Perícia e Pesquisa em Genética Forense (LPPGF) proveu 125 casos de vários tipos de crimes ocorridos em Pernambuco entre 2012 e 2014. A verificação de identificação humana por amostras de músculo e osso foi realizada por amplificação de DNA e genotipagem pela alimentação do sistema Plex Fusion (24 loci STR) e ABI PRISM 3500 HID respectivamente. As análises estatísticas foram realizadas pelos softwares: "famílias" e "patcan". Resultados: O LPPGF recebeu dois tipos de amostras biológicas para os ensaios de identificação genética humana: tecido ósseo (52,8%) e o tecido muscular (47,2%). A alta prevalência de casos em aberto (47,2%) e homicídio (42,4%), tanto na área metropolitana, quanto no interior, alerta a necessidade de implementar programas sociais de prevenção e qualidade de vida, além da necessidade de mais celeridade nas investigações policiais. Conclusões: A abordagem genética para identificação humana, principalmente vítimas de crimes, é uma condição importantíssima para a resolução de qualquer tipo de processo criminal e reduzir ainda mais a agonia vivida por famílias que tiveram seus entes queridos desaparecidos.

Palavras-chave


Identificação humana; DNA Forense; STRs; Homicídio.

Texto completo:

PDF

Referências


T. Moreti. Identificação humana: uma proposta metodológica para obtenção de DNA de ossos e implementação de banco de dados de frequências alélicas de STRs autossômicos na população de Santa Catarina, 2009.

R.A. Scoralick, A.A. Barbieri, Z.M. Moraes, J. Francesquini, J. Daruge, S.C.M. Naressi. Human identification through dental radiographs study: case report. Rev. Odontol. Unesp 42(1), 67-71, 2013.

E.F.A. Silva, G.S. Jacques, G. Chemale, P.A. Francez. Genética Forense. Ed. Millenium, 2013.

T. Dhanardhono, N. Wulandari, S.K.L. Bhima, H.J. Ahmadb, P.T. Widodo. Dna profiling of disaster victim identification in trenggalek shipwreck case. Forensic Sci. Int. Genet. 4(1), e5-e6, 2013.

J.W. Schumm, C. Gutierrez-Mateo, E. Tan, R. Selden. A 27- locus STR assay to meet all United States and European law enforcement agency standards. J. Foren. Sci. 58(6), 1584-1592, 2013.

L. Roewer. DNA fingerprinting in forensics: past, present, future. Invest. Gen. 4, 22, 2013.

H.B. Ferreira. Organização gênica de procariotos. Biologia Molecular Básica. Cap. 4. Porto Alegre: Mercado Aberto, 2004.

D.R. Hares. Expanding the CODIS core loci in the United States. Forensic Sci. Int. Genet. 6, e52-e54, 2012.

C.J. Gershaw, A.J. Schweighardt, L.C. Rourke, M.M. Wallace. Forensic utilization of familial searches in DNA databases. Forensic Sci. Int. Genet. 5(1), 16-20, 2011.

J.M. Butler. Genetics and Genomics of Core Short Tandem Repeat Loci Used in Human Identity Testing. J. Forensic Sci. 51(2), 253-265, 2006.

J.A. Riancho, M.T. Zarrabeitia. PATCAN: a Windows-based software for paternity and sibling analyses. Forensic Sci. Int. 135, 232-234, 2013.

K. Michelin, J.M. Freitas, G.L. Kortmann. Locais de crime dos vestígios a dinâmica criminosa. Campinas. Ed. Milenium, 2013.

D. Primorac, M.S. Schanfield. Application of forensic DNA testing in the legal system. Croat. Med. J. 41(1), 32-46, 2000.

J.M. Butler, C.R. Hill. Biology and genetics of new autosomal STR loci useful for forensic DNA analysis. Forensic Sci. Rev. 24(1), 15-26, 2012.

Bourrier A. Relatório apela contra extermínio de criança. Rio de Janeiro: Jornal do Brasil - 29/04/1992.

M.J.C.S Ferreira. A relação mediata do tráfico de drogas com a prática do homicídio em Caruaru-PE. Monografia de conclusão de curso, 2016.

G1. Caruaru e região. Retirado em 20.01.2016, de http://g1.globo.com/pe/caruaruregiao/noticia/2015/10/ mais-de-50-dos-assassinatos-em-caruaru-estao ligadosoutros-crimes.html.

W. Oliveira. Violência volta a subir em Pernambuco. Retirado em 08.10.2015, de http://diariodepernambuco.com.br.




DOI: http://dx.doi.org/10.15260/rbc.v5i2.118

Creative Commons License
This work is licensed under a Creative Commons Attribution 3.0 License.